Lembram-se de ter falado que queria deixar a minha marca no mundo? Esse é dos meus maiores desejos embora não saiba o que é que o impele. Será o meu orgulho? Será aquela ansiedade de me sentir realizada? A mania das grandezas? Há muito tempo que me sinto chamada a ajudar aquelas pessoas que se vê no filmes e nas notícias, que se lê no livros e nos jornais, que se fala com voz compadecida. Mas que não se tem muita noção que vivem ao nosso lado? Há algum tempo que quero e, não sei... há alguma coisa que me vem de dentro e me faz desejar... sei lá! Apetece-me muitas vezes deixar tudo e num imenso desprendimento de mim, ser capaz de me dar completamente.
Mas o que eu também me tenho apercebido é que este desejo não é nada. NADA! De nada serve! De nada serve se sou eu própria que construo entraves para a sua concretização. Não é significativo enquanto estou à espera que aconteça alguma coisa grandiosa para que eu possa fazer uma acção de igual tamanho. Estou de tal modo embrenhada nos meus sonhos que não vivo no presente, não torno os meus sonhos plausíveis de se realizarem. Sou as minhas correias. Muito paleio e continuo na mesma. SOU "PEQUENA" POR CONTA PRÓPRIA!
No outro dia estive a ver na Oprah (um programa de televisão que dá por vezes na SIC Mulher) várias pessoas que começaram com gestos pequenos como oferecer umas meias a um sem-abrigo e que, dando-se, tinham ajudado muito mais gente. Havia um homem que doava carros aos que mais necessitavam, um hotel que hospedava quem não tivesse onde dormir, uma mulher que oferecia lençóis que os hóteis deitavam fora. Outra mulher que, do nada, comprou uma casa para outra que a ía perder!
Acho isto magnifico, acho esplêndido que haja tanta bondade no coração do ser humano. Isto faz-me acreditar em Deus. Quem são estas pessoas que, no fundo, são pequenas imitações de Cristo? Eu posso ser uma dessas pessoas! Qualquer um de nós pode.
Mas o que eu também me tenho apercebido é que este desejo não é nada. NADA! De nada serve! De nada serve se sou eu própria que construo entraves para a sua concretização. Não é significativo enquanto estou à espera que aconteça alguma coisa grandiosa para que eu possa fazer uma acção de igual tamanho. Estou de tal modo embrenhada nos meus sonhos que não vivo no presente, não torno os meus sonhos plausíveis de se realizarem. Sou as minhas correias. Muito paleio e continuo na mesma. SOU "PEQUENA" POR CONTA PRÓPRIA!
No outro dia estive a ver na Oprah (um programa de televisão que dá por vezes na SIC Mulher) várias pessoas que começaram com gestos pequenos como oferecer umas meias a um sem-abrigo e que, dando-se, tinham ajudado muito mais gente. Havia um homem que doava carros aos que mais necessitavam, um hotel que hospedava quem não tivesse onde dormir, uma mulher que oferecia lençóis que os hóteis deitavam fora. Outra mulher que, do nada, comprou uma casa para outra que a ía perder!
Acho isto magnifico, acho esplêndido que haja tanta bondade no coração do ser humano. Isto faz-me acreditar em Deus. Quem são estas pessoas que, no fundo, são pequenas imitações de Cristo? Eu posso ser uma dessas pessoas! Qualquer um de nós pode.
Tenho que fazer qualquer coisa! Estou farta que a esta impassividade tenha controlo sobre mim.
Sei o que posso fazer. Há uma data de coisas por onde começar. Coisas simples que, embora me pareçam insignificantes, significam tudo, para outras pessoas. Mas não tenho a solução perfeita. Não sei como romper o ciclo, como destruir a parede, como atravessar a linha entre aquilo que penso que deveria fazer e a acção em si. Como o fazer?
No poema de Fernando Pessoa em cima escrito está resumido aquilo que pretendo ser e fazer: tenho tantas expectativas de mim mesma e, como só a parte do pensamento entra, como não me dou por inteira, a minha lua não brilha. E eu quero que ela brilhe! Quero ser inteira, ser eu! Com os meus defeitos e qualidades! Deus pôs-me aqui por alguma razão e eu estou a desperdiçar tempo!
E no entanto, enquanto escrevo isto, eu própria não consigo acreditar totalmente que consigo passar à acção, tenho receio que vocês fiquem desiludidos comigo porque estou a escrever isto muito animada e decidida mas, provavelmente, não verão grandes, ou nenhumas, alterações (já aconteceu esperarem de mim aquilo que não lhes dei). Tenho medo de me desiludir a mim própria, de continuar a meio gás, de ser uma pequena parte de mim mesma.
Como acabar este texto, este pensamento? Talvez deva deixar por concluir porque a minha tarefa ainda não foi cumprida.
Sei o que posso fazer. Há uma data de coisas por onde começar. Coisas simples que, embora me pareçam insignificantes, significam tudo, para outras pessoas. Mas não tenho a solução perfeita. Não sei como romper o ciclo, como destruir a parede, como atravessar a linha entre aquilo que penso que deveria fazer e a acção em si. Como o fazer?
No poema de Fernando Pessoa em cima escrito está resumido aquilo que pretendo ser e fazer: tenho tantas expectativas de mim mesma e, como só a parte do pensamento entra, como não me dou por inteira, a minha lua não brilha. E eu quero que ela brilhe! Quero ser inteira, ser eu! Com os meus defeitos e qualidades! Deus pôs-me aqui por alguma razão e eu estou a desperdiçar tempo!
E no entanto, enquanto escrevo isto, eu própria não consigo acreditar totalmente que consigo passar à acção, tenho receio que vocês fiquem desiludidos comigo porque estou a escrever isto muito animada e decidida mas, provavelmente, não verão grandes, ou nenhumas, alterações (já aconteceu esperarem de mim aquilo que não lhes dei). Tenho medo de me desiludir a mim própria, de continuar a meio gás, de ser uma pequena parte de mim mesma.
Como acabar este texto, este pensamento? Talvez deva deixar por concluir porque a minha tarefa ainda não foi cumprida.